CENTRAIS: OIT RECONHECEU VIOLAÇÕES TRABALHISTAS NO BRASIL
Nota conjunta assinada pelas principais
centrais sindicais do País repercutiu a decisão da Organização Internacional do
Trabalho (OIT), que incluiu o Brasil na lista de casos de países que violam
normas internacionais do trabalho; "Além disso, o caso não será arquivado,
como falsamente foi divulgado pela imprensa. Pelo contrário, ele será retomado
em qualquer um dos órgãos de controle da OIT e caso o projeto de lei de reforma
trabalhista seja aprovado, se consolidará como nova denúncia na próxima
Conferência da OIT em 2018", diz nota assinada pela CSB, CTB, CUT, Força
Sindical, UGT e Nova Central Sindical
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- Nota conjunta assinada pelas principais
centrais sindicais do País repercutiu a decisão da Organização Internacional do
Trabalho (OIT), que incluiu o Brasil na lista de casos de países que violam
normas internacionais do trabalho.
Este ano o
Brasil consta da "lista longa" de 40 casos por violar a Convenção 98
da OIT, que trata sobre o direito de sindicalização e de negociação coletiva.
Porém o caso brasileiro não foi incluído na chamada "lista curta" dos
24 casos a serem analisados na Comissão de Aplicação de Normas da OIT
na 106ª Conferência Internacional do Trabalho da OIT.
A Central dos
Sindicatos Brasileiros (CSB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do
Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União
Geral dos Trabalhadores (UGT) e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
destacaram que a denúncia feita por elas ecoo no órgão internacional.
"Além
disso, o caso não será arquivado, como falsamente foi divulgado pela imprensa.
Pelo contrário, ele será retomado em qualquer um dos órgãos de controle da OIT
e caso o projeto de lei de reforma trabalhista seja aprovado, se consolidará
como nova denúncia na próxima Conferência da OIT em 2018", diz a nota das
centrais.
Leia na
íntegra:
NOTA DE ESCLARECIMENTO: BRASIL É DENUNCIADO NA OIT
As centrais sindicais brasileiras, Central dos Sindicatos
Brasileiros - CSB, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB, Central
Única dos Trabalhadores - CUT Brasil, Força Sindical, União Geral dos
Trabalhadores - UGT e Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST, presentes
na 106ª Conferência Internacional do Trabalho da Organização Internacional do
Trabalho - OIT, vêm a público esclarecer sobre a inclusão do Brasil na lista de
casos de países que violam normas internacionais do trabalho.
Este ano o Brasil consta da "lista longa" de 40 casos
por violar a Convenção 98 da OIT, que trata sobre o direito de sindicalização e
de negociação coletiva. Porém o caso brasileiro não foi incluído na chamada
"lista curta" dos 24 casos a serem analisados na Comissão de
Aplicação de Normas da OIT nesta Conferência.
A denúncia que as centrais brasileiras fizeram ecoou na Comissão
de Aplicação de Normas da OIT, tendo amplo apoio de organizações de
trabalhadores de diversos países. Além disso, o caso não será arquivado, como
falsamente foi divulgado pela imprensa. Pelo contrário, ele será retomado em
qualquer um dos órgãos de controle da OIT e caso o projeto de lei de reforma
trabalhista seja aprovado, se consolidará como nova denúncia na próxima
Conferência da OIT em 2018.
A OIT é uma organização tripartite, e a inclusão na lista de casos
a serem analisados é feita sempre por consenso entre as representações de todo
o mundo. A posição defendida pelo setor patronal e o governo brasileiro em
conjunto com o capital internacional para que o Brasil não entrasse na lista de
casos da OIT deste ano comprova a estratégia de desregulação e precarização das
relações de trabalho no Brasil e no mundo, estratégia que tem sido
constantemente denunciada pelas centrais brasileiras e confederações sindicais
internacionais.
Diferentemente do que disse o relator da proposta de reforma
trabalhista, deputado federal Rogerio Marinho (PSDB), em Genebra, Suíça, e
divulgado pela imprensa brasileira, a OIT, por meio da Comissão de Peritos e do
seu Departamento de Normas, declarou que a proposta de reforma trabalhista
infringe, sim, as Convenções 98, 151 e 154, ao prever que negociações entre
patrões e empregados se sobreponham a lei.
Vale destacar que frente ao grave cenário de ataques a direitos
sociais, trabalhistas e sindicais, as centrais brasileiras convocaram um ato
público e unitário para o dia 12 de junho, às 18 horas, em frente à Organização
das Nações Unidas - ONU, na Place des Nations, em Genebra, Suíça, ainda no
marco da Conferência Internacional do Trabalho da OIT. O ato denunciará os
ataques aos direitos da classe trabalhadora, a organização sindical e a crescente
violência promovida pelo Estado brasileiro.
Central dos Sindicatos Brasileiros – CSB
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
Central Única dos Trabalhadores - CUT Brasil
Força Sindical
União Geral dos Trabalhadores – UGT
Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST
Fonte: REDE BRASIL ATUAL - 09 de junho 2017 - 11h14m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE - 09.06.2017 - 15h47m
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