TEMER QUER REDUZIR JORNADA MÍNIMA E PAGAMENTO DE
DIREITOS TRABALHISTAS
Reforma trabalhista em
construção pelo governo Temer proporá uma redução da jornada mínima obrigatória
pela CLT; ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse ainda que os pagamentos
dos direitos trabalhistas, como férias e décimo terceiro, também serão reduzidos
proporcionalmente ao estipulado em contrato; segundo ele, a intenção é
respeitar acordos acertados "pela respectiva categoria na negociação
coletiva", levando em conta "questões sazonais do mercado de trabalho"
A reforma trabalhista em construção pelo governo Temer proporá
uma redução da jornada mínima obrigatória pela CLT. A mudança será efetivada
através da assinatura de contratos atrelados ao número de horas trabalhadas,
negociadas via sindicatos.
Em entrevista ao jornal
O Globo, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse que os pagamentos dos
direitos trabalhistas, como férias e décimo terceiro, também serão reduzidos
proporcionalmente ao estipulado em contrato.
Segundo ele, a intenção
é respeitar acordos acertados "pela respectiva categoria na negociação
coletiva", levando em conta "questões sazonais do mercado de
trabalho".
Conforme noticiado
anteriormente, Temer prevê a criação de dois novos tipos de contratos de
trabalho. O parcial, que definiria datas e horários para o trabalho
previamente, e o intermitente, onde o trabalhador seria chamado sob demanda
para serviços específicos.
O texto da reforma, que
deve ser enviado ao Congresso até dezembro, também prevê a criação de um
conselho autorregulador para os sindicatos, cujos integrantes seriam
representantes tanto do governo quanto da classe trabalhista. Segundo O Globo,
o objetivo é fixar uma unidade sindical por base territorial.
Com este formato, a
proposta pode sofrer críticas tanto pelo lado dos trabalhadores, que pressionam
contra a perda de direitos, como por empresários, que querem ainda mais
flexibilização.
A Confederação Nacional
da Indústria (CNI) enviou 12 propostas trabalhistas ao governo, entre elas o
pedido para que negociações pessoais entre empresa e funcionário se sobreponham
à lei em determinados casos e a regulamentação da terceirização.
Pela legislação atual,
só se permite jornadas menores que 44 horas semanais em contratos temporários
de três meses ou em contratações parciais de 25 horas semanais. A segunda opção
não é muito popular entre os empresários, que a consideram muito engessada.
O planalto afirma que a
proposta de reforma visa a criação de novos empregos, tendo em vista que dados
da Pnad Contínua em julho mostraram que o trimestre teve maior taxa de desemprego
da série histórica, iniciada em 2012. No segundo trimestre, a taxa chegou a
11,3%.
Fonte: BRASIL 247 08 de setembro 2016 12h19m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 09.09.2016 16h07m
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