REFORMA DE TEMER PREVÊ JORNADA DE 12 HORAS
A reforma trabalhista que
será proposta pelo governo do presidente Michel Temer aumenta de 8 horas para
12 horas a jornada de trabalho diária, já considerando as horas extras; o
limite semanal, no entanto, continuará de 48 horas; a informação foi dada nesta
quinta (8) pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, em encontro com
sindicalistas; o governo também vai sugerir a permissão para que sejam feitas
contratações por hora trabalhada; a proposta será encaminhada pelo governo ao
Congresso Nacional até o fim deste ano
A reforma trabalhista
que está sendo desenhada pelo governo do presidente Michel Temer vai propor o
aumento de 8 horas para 12 horas, o máximo permitido para a jornada de trabalho
diária, já considerando as horas extras. O limite semanal, no entanto,
continuará de 48 horas.
A informação foi dada
nesta quinta-feira (8) pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, em encontro
com sindicalistas.
O governo também vai
sugerir a permissão para que sejam feitas contratações por hora trabalhada.
Nesse caso, o mesmo trabalhador poderá prestar serviço a mais de uma empresa,
mas não poderá ultrapassar o limite de 48 horas semanais de trabalho.
A proposta de reforma
trabalhista será encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional até o fim deste
ano.
"Nós vamos ter dois
outros tipos de contrato. Por jornada [modelo atual], por hora trabalhada e por
produtividade", afirmou Nogueira durante reunião da executiva nacional da
Central dos Sindicatos Brasileiros, em Brasília.
De acordo com o
ministro, no caso do contrato por horas trabalhadas haverá pagamento
proporcional do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), férias e décimo
terceiro salário.
Para justificar as
propostas, ele apontou que há pessoas que não conseguem trabalhar oito horas
por dia, ou seja, no formato atual. "Porque o Estado vai por um jugo em
todo cidadão brasileiro, que todos tem de ter um único regime? Tem de ser
formalizado para fornecer atividade com garantias de ocupação com renda e que
seja feliz. De repente a minha felicidade não é a felicidade do outro",
disse.
Nogueira afirmou que o
Ministério do Trabalho vai fornecer o modelo do contrato no regime por hora
trabalhada. "Com esse modelo, vamos tirar o intermediário da relação do
contrato de trabalho. Vamos conseguir estabelecer um modelo onde traga
segurança jurídica para o tomador direto com o cidadão", acrescentou.
O contrato por
produtividade, informou o ministro, poderá valer, por exemplo, para médicos,
que seriam pagos por "procedimentos". "Não vai tirar direitos.
Você acredita que um médico, que tem um contrato com um hospital, de uma
jornada diária de oito horas, ele trabalha essas oito horas em um único
hospital?", questionou.
Ronaldo Nogueira voltou
a dizer que não há "nenhuma hipótese" de o governo propor mudanças no
FGTS, no pagamento do décimo terceiro e nas férias.
Fonte: BRASIL 247 08 de setembro 2016 19h19m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 09.09.2016 08h09m
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