ASSIM NASCEU O SINPROCAPE

ASSIM NASCEU O SINPROCAPE - Em 06 de Março de 1987 foi fundada na cidade de Caruaru-PE, através do Propagandista Vendedor Sr. Pedro Tiago de Moura, a Associação dos Vendedores e Viajantes Propagandistas de Caruaru, neste mesmo ano, foi realizada uma consulta na Delegacia do Trabalho, tendo a frente o delegado Sr. Gentil Miranda, de como proceder para transformar a mesma em Sindicato, após várias consultas e procedimentos, no dia 02 de Abril de 1989 foi fundado o SINPROCAPE que nos dias atuais dispõem de sede própria na Rua Benjamin Larena, 169 – Bairro Divinópolis-Caruaru, Pernambuco, e assim continuamos trabalhando em prol de nossa categoria como nosso lema propõe : “UNIÃO E COMPROMISSO” .

terça-feira, 30 de setembro de 2014

INSTITUTO DE MARINA LEVOU R$ 6,8 MI DE NECA E LEAL

Acionistas do Itaú e da Natura, Neca Setubal e Guilherme Leal bancaram praticamente todos os custos do Instituto Democracia e Sustentabilidade, criado por Marina Silva; ambos deram R$ 6,8 milhões, em cotas idênticas de R$ 3,4 milhões, dos R$ 7 milhões arrecadados pela entidade desde 2010; revelação foi feita pela ex-secretária-executiva da ONG, Alexandra Reschke, ao jornalista Thiago Herdy, do jornal O Globo; tanto o Itaú quanto a Natura foram multados pela Receita Federal durante o governo Dilma; o banco em R$ 18,7 bilhões e a produtora de cosméticos em R$ 628 milhões; Neca, que fala em nome da candidata sobre temas como a independência do Banco Central, também doou mais R$ 1 milhão para outra entidade criada pela ex-senadora, o Instituto Marina Silva




Dos R$ 7 milhões arrecadados desde 2010 pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), uma das ONGs de Marina Silva, 97,1% vieram de dois empresários que têm participação ativa em sua campanha: Neca Setubal, a herdeira do Itaú que coordena o seu programa de governo, e Guilherme Leal, um dos sócios da fabricante de cosméticos Natura. Cada um contribuiu com cerca de R$ 3,4 milhões, segundo a ex-secretária-executiva da entidade, Alexandra Reschke.

A revelação foi feita por ela ao jornalista Thiago Herdy, do jornal O Globo, e publicada nesta terça-feira pelo jornal. Procurado pelo jornal, Leal confirmou ter feito a doação de R$ 3,4 milhões. Neca, que concedeu entrevistas falando em nome da candidata do PSB e defendendo temas como a independência do Banco Central, confirmou a doação, mas não o valor.

A doação de Neca não se restringe ao IDS. Ela também bancou 83% dos custos de outra ONG da candidata do PSB, o Instituto Marina Silva, com uma doação de R$ 1 milhão em 2013 (leia mais aqui).
Na entrevista ao Globo, Guilherme Leal afirmou que "ideais debatidas e consensuadas no IDS são convergentes com o ideário de Marina". Neca Setubal, por sua vez, já foi presidente da entidade, que a tem como uma das principais mantenedoras.
Durante o governo da presidente Dilma, tanto o Itaú quanto a Natura foram autuados pela Receita Federal por suposta sonegação de impostos. O banco, em R$ 18,7 bilhões, pelos efeitos da incorporação do Unibanco. A fabricante de cosméticos, em R$ 628 milhões.



BRASIL 247  30 de setembro de 2014  05:41
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 30.09.2014  08h52m
DE EXTRAVAGÂNCIA A EXCRESCÊNCIA: POR QUE O ELEITOR É OBRIGADO A CONVIVER COM LEVY FIDELIX
 por Natalia Mendes



“Pelo que eu vi na vida, dois iguais não fazem filho. E digo mais, aparelho excretor não reproduz. Tem candidato que não assume isso com medo de perder voto. Prefiro não ter esses votos, mas ser pai, avô que instrua seu neto. Não vou estimular a união homoafetiva. Se está na lei, que fique como está”, disse Levy Fidelix, no momento que marcou o debate mais agressivo entre os candidatos à presidência.
“Se começarmos a estimular isso aí, a população do Brasil vai cair de 200 milhões para 100 milhões. Vai andar pela Paulista pra você ver. Somos maioria vamos combater essa minoria.”
Em alguns minutos, Levy Fidelix foi de extravagância eleitoral a excrescência. Pegou de surpresa quem acreditou em sua fantasia psicodélica de tio do pavê obcecado por trens.
Levy nunca teve plataforma e não tem condições de ser síndico. Seu destempero o transformou em garoto-propaganda da lei antihomofobia. Para alguma coisa, serviu.
Fidelix, do PRTB, disputa o Palácio do Planalto pela terceira — TERCEIRA — vez. “Vou endireitar o Brasil e combater a presidente Dilma Rousseff”, avisou. Sua sobrevivência depende dessas aparições. Em 2012, quando disputou a prefeitura de São Paulo,  entrou na Justiça para garantir a presença no debate da Globo. Conseguiu uma liminar, mas o encontro foi cancelado.
A quantidade de pequena siglas é um absurdo sustentado por dinheiro público. O fundo partidário dá 1 milhão à agremiação de Levy. Ele reclamou do dinheiro no SBT. (A candidatura de Alckmin tem colocado dinheiro nos nanicos que a apoiam. Segundo a Folha, o repasse de um milhão de reais para seis partidos saiu de doações das construtoras Queiroz Galvão e OAS).
Esta é sua décima aventura nas urnas. É uma doença com a qual você acaba se acostumando porque parece inofensiva depois de tanto tempo. Não é. Levy resume os problemas mais graves da nossa legislação eleitoral.
Como dono do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro, não faz outra coisa da vida a não ser se candidatar e surgir a cada dois anos para sua pantomima.
Sua incompetência na área é assombrosa: começou em 1986, quando saiu para deputado federal pelo PL. Em 1989, breve pausa para ser assessor de comunicação de Collor de Mellor. Em 1990, lançou-se deputado federal pelo PTR. Nada.
Em 1994, inventou sua legenda e saiu para presidente.
Prefeito, vice-prefeito, deputado estadual, vereador –nunca foi eleito. Em 2010, presidência novamente. Obteve 57 mil votos.
Como sempre, os segundos de propaganda na televisão serão “negociados”. Está tudo à venda. Em 2011, escutas telefônicas da Polícia Federal revelaram que Carlinhos Cachoeira quis comprar o PRTB em Goiás.
“O Levy não vence, mas as ideias vencem”, afirmou. Suas ideias, as poucas que podem ser divulgadas, também estão vencidas. É patético que o eleitor brasileiro seja obrigado a conviver com esse tipo de nanico, esfregando sua desfaçatez em sua cara.
Em 2018, tem mais.

REDE BRASIL ATUAL  29 de setembro de 2014  19:20
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 30.09.2014  08h35m
VOX POPULI MOSTRA QUADRO ESTÁVEL NA SUCESSÃO

Pesquisa Vox Populi divulgada nesta segunda-feira pela Rede Record apontou variações dentro da margem de erro; Dilma manteve 40%, enquanto Marina Silva foi de 22% a 24% e Aécio Neves de 17% a 18%; nas simulações de segundo turno, Dilma venceria Marina por 46% a 39% e Aécio por 48% a 38%




Uma nova pesquisa Vox Populi, divulgada nesta segunda-feira pela Rede Record, mostrou poucas variações na sucessão presidencial.

Todas as variações se deram na margem de erro. A presidente Dilma Rousseff, que tinha 40% em 22 de setembro, manteve os mesmos 40%.

Marina Silva, do PSB, foi de 22% a 24%, enquanto Aécio Neves subiu de 17% a 18%.
Nas simulações de segundo turno, Dilma venceria Marina por 46% a 39% e Aécio por 48% a 38%.


Mais cedo, a pesquisa CNT/MDA indicou que a presidente Dilma abriu nove pontos em relação a Marina no segundo turno.





BRASIL 247  29 de setembro de 2014  20:10
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 30.09.2014  07h01m
Atualizado  30.09.2014  08h00
ATOR MARK RUFFALO RETIRA APOIO A MARINA SILVA

Um dia depois de gravar um vídeo de apoio à candidatura à Presidência de Marina Silva, do PSB, o ator norte-americano Mark Ruffalo, que interpretou Hulk na série de filmes "Vingadores", retirou seu apoio a Marina, após "tomar conhecimento" de que a evangélica da Assembleia de Deus é contra o casamento gay e os direitos reprodutivos da mulher; "Não posso, em sã consciência, apoiar um candidato que tem uma abordagem dura em relação a questões como o casamento entre homossexuais e os direitos reprodutivos, mesmo que o candidato esteja disposto a fazer a coisa certa sobre as questões ambientais", escreveu o ator




Um dia depois de gravar um vídeo de apoio à candidatura à Presidência de Marina Silva, do PSB, o ator norte-americano Mark Ruffalo, que interpretou Hulk na série de filmes "Vingadores", retirou seu apoio a Marina, após "tomar conhecimento" de que a evangélica da Assembleia de Deus é contra o casamento gay e os direitos reprodutivos da mulher.
No texto divulgado nesta segunda-feira em seu Tumblr oficial, o ator diz que não sabia sobre sua posição ao gravar o vídeo. "(...) só vi o seu debate, onde ela disse que apoiou o casamento gay, e vim a descobrir depois o fato de que seu partido retirou o apoio a esta questão. Eu não posso, em sã consciência, apoiar um candidato que tem uma abordagem dura em relação a questões como o casamento entre homossexuais e os direitos reprodutivos, mesmo que o candidato esteja disposto a fazer a coisa certa sobre as questões ambientais", escreveu o ator.
No vídeo, divulgado pela campanha de Marina nas redes sociais nesse domingo, 28, Ruffalo diz que a candidata é uma das "mais interessantes e animadoras pessoas no cenário político mundial, hoje em dia". Ruffalo também diz que Marina representa um "entendimento de um novo tipo de paradigma no mundo". "Existe um clamor no mundo por alguém que está disposto a ter a coragem e a força para mudar isso", e Marina "é uma dessas pessoas muito muito especiais".
O ator também disse em seu texto não ser especialista em política brasileira mas que os "direitos das mulheres, direitos dos homossexuais e os direitos ambientais" fazem parte do seu conjunto de visão de mundo e que fica impossível para ele endossar um candidato em particular que não tenha essa mesma visão das três questões.
Quanto aos direitos reprodutivos da mulher citado pelo ator, Marina sempre se declarou contra o aborto. No perfil oficial da candidata, a campanha de Marina respondeu em inglês a Ruffalo que não é verdade que ela seja contra o casamento gay, que o apoio a união entre homossexuais está em seu programa de governo e postou o link para ao site com o documento. "Além disso, @markruffalo, você precisa saber que as eleições brasileiras estão tendo uma enxurada de mentiras e essa é outra sobre Marina", tuitou a campanha.
Ruffalo, então, pediu para que fosse enviado a ele o programa em inglês e questionou se ela era a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Até o momento, a candidata não respondeu o ator.


Assista o vídeo:



O ator postou um texto dizendo que  retira seu apoio à Marina: “Descobri que a candidata à Presidência do Brasil, Marina Silva, talvez seja contra o casamento gay”, escreveu ele. “Isso me colocaria em conflito direto com ela.” O ator explicou que não sabia do posicionamento dela em relação aos direitos dos homossexuais ao gravar o vídeo. “Eu não posso, em sã consciência, apoiar um candidato que tem uma abordagem dura em relação ao casamento gay e aos direitos reprodutivos [aborto, mesmo que este candidato tenha boas propostas sobre as questões ambientais.”


BRASIL 247  29 de setembro de 2014  21:34
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 30.09.2014  05h39m
CNT/MDA: DILMA ABRE 9 PONTOS NO SEGUNDO TURNO

Primeiro levantamento da semana que antecede as eleições aponta a presidente Dilma com 40,4% das intenções de voto, contra 25,2% de Marina Silva, vantagem de 15 pontos; petista cresceu 4,4 pontos em relação à mostra anterior, enquanto a candidata do PSB caiu 2,2; Aécio Neves, do PSDB, sobe 2,2 pontos, para 19,8%; em simulação de segundo turno, petista seria reeleita com 47,7%, contra 38,7% de Marina, vantagem de nove pontos; na pesquisa anterior, disputa entre as duas daria empate técnico; avaliação positiva do governo Dilma cresceu de 37,4% para 41%, enquanto a negativa diminuiu, de 25,1% para 23,5%





Primeira pesquisa da semana que antecede as eleições presidenciais, levantamento CNT/MDA aponta vantagem de 15,2 pontos da presidente Dilma Rousseff sobre Marina Silva no primeiro turno. A candidata do PSB, que caiu 2,2 pontos em relação à última mostra, de uma semana atrás, tem agora 25,2% das intenções de voto.
Aécio Neves, que havia registrado 17,6% das intenções de voto na última terça-feira 23, cresceu para 19,8% nesta segunda-feira 29, se aproximando da segunda colocada. O avanço da candidata à reeleição, que agora tem 40,4% das intenções de voto, foi de 4,4 pontos se comparado com a última pesquisa.
Luciana Genro (PSol) cresceu de 0,9% para 1,2%. Já Pastor Everaldo (PSC) reduziu de 0,8% para 0,6%. Os outros candidatos aparecem com 0,5%, enquanto votos brancos e nulos somam 5,9%. Outros 6,4% não sabem ou não responderam.
Em simulação de segundo turno entre Dilma e Marina, a presidente seria reeleita com 47,7% das intenções de voto, contra 38,7% da adversária, uma vantagem de nove pontos percentuais. Na pesquisa anterior, essa distância era de apenas um ponto percentual: 42% de Dilma contra 41% de Marina.
No cenário entre Dilma e Aécio, ela tem a preferência de 49,1% dos eleitores, enquanto o tucano aparece com 36,8%. No terceiro cenário, que simula a disputa de segundo turno entre Marina e Aécio, a candidata do PSB tem 41,1% das intenções de voto, contra 36% do presidenciável pelo PSDB.
Segundo a pesquisa, Dilma e Marina lideram a lista dos candidatos com mais probabilidade de receberem votos dos indecisos. Dos entrevistados que ainda não sabem em quem votar, 43,8% dizem que poderão votar na petista; 40,6% citam Marina Silva; 28,9% poderão votar em Aécio. A resposta era de múltipla escolha.
Avaliação do governo Dilma
A avaliação positiva do governo cresceu na última pesquisa, aponta o levantamento. Entre os entrevistados, 41% consideram o governo da presidente Dilma ótimo ou bom. Na pesquisa anterior, o índice estava em 37,4%. A avaliação negativa passou de 25,1%, do levantamento anterior, para 23,5%.
Também com alta (de 4,2 pontos), a aprovação do desempenho pessoal de Dilma Rousseff chegou a 55,6%. O total de eleitores que a desaprovam caiu de 43,8% para 40,1%.
Neste levantamento, foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 estados das cinco regiões, nos dias 27 e 28 de setembro de 2014. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.
Confira a íntegra da pesquisa clicando aqui.





BRASIL 247  29 de setembro de 2014  16:53
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 30.09.2014  05h09m

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O QUE É PRAGMATISMO POLÍTICO?

Ser pragmático, em qualquer situação da vida, é um estado natural da condição humana. Em algum momento da existência, qualquer pessoa terá que ser, em certo nível, pragmático; então, também na política, é valioso que se saiba a razão de se estar sendo. Entenda o que é o pragmatismo no campo político e em todos os setores da vida
O emprego do termo “Pragmatismo” na abordagem da política não pode ser segmentado, reduzido, parcializado de acordo com interesses ideológicos ou de quaisquer espécies. O conhecimento mais simples a respeito do referido significado remete às palavras “objetividade” e “praticidade”; e há como, também, incluir “sustentabilidade” – no caso aqui representando conciliação, combinação, não entre desenvolvimento econômico e preservação dos recursos naturais e sim uma adequação de interesses em prol da essência da bandeira que se defenda no ativismo da política profissional.

Pragmatismo político, portanto, não é um caminho exclusivo da concepção esquerdista, mas de todas: da direita, do centro ou das variantes de ambas. Enfim, ser pragmático, tanto no campo político quanto em todos os setores da vida é inerente à vida humana no planeta Terra; porque a diversidade natural das coisas, disciplinada por regras de convívio, obrigada todos a integrarem sua individualidade à coletividade. Em palavras simples, não é possível fazer tudo o que se deseja, o que implica em, às vezes, ter que realizar o que não pretende. É o pleno exercício da renúncia, que todas as pessoas materializam em favor de uma sociedade menos turbulenta.

No espaço específico da política ocorre o mesmo: se toma decisões contrárias à própria vontade, como também se é levado a se omitir devido as necessidades contextuais. Isto é pragmatismo, sustentabilidade, objetividade, realismo, praticidade, conciliação. Quanto mais heterogênea socialmente for uma nação, mais é necessária a prática da adequação, da adaptação ao indesejável, ou seja, mais se é empurrado a se equilibrar em cima do muro, no fio da navalha, na corda bamba. Isto é pragmatismo.


O Brasil é um dos países onde o exercício pragmático acontece com mais frequência. Todos os matizes ideológicos o concretizam. A história política brasileira mostra que todos os esforços visando reduzir as desigualdades sociais, partindo das próprias elites ou do povo, não tiveram repercussões radicais com o passar do tempo; tanto que, hoje, na segunda década do século XXI, o que se vê é a direita e a esquerda domesticadas pelo centro. Ambas expressam seu estilo moderadamente; senão veja-se: a direita migrou para o centro, a esquerda idem. E o centro ficou muito mais substancioso do que sempre foi, repleto daquelas tendências puras que nele procuram se esconder e se apoiarem para melhor agirem.

Quando uma convicção está bem alicerçada, dificilmente é revogada, quanto muito é reciclada, adaptada aos novos fatos. Em relação estritamente às pessoas mais esclarecidas, o pragmatismo brota dos resquícios de uma convicção mais fragilizada pela inevitabilidade dos acontecimentos, isto é, pela dinâmica das coisas.

Exemplo: quando o PT de Lula e o PP de Maluf se compuseram politicamente, nenhuma das partes estava realmente satisfeita, mas tinham ciência de que não havia caminho melhor para ambas naquele momento. O auge do pragmatismo, no caso, se deu no início da união; depois, com o passar do tempo e o convívio natural no poder, o ardor das diferenças foi diminuindo e o foco principal ficou sendo a manutenção da aliança e os lucros dela advindos.

Atualmente, as diferenças fundamentais entre Lula e Maluf (Sarney e outros) são meramente históricas. Suas trajetórias de vida são a marca indelével que carregarão eternamente, justificando que, para além de todas as sínteses e antíteses acerca das suas ideologias, a direita e a esquerda, em seus estados mais puros, jamais se unirão enquanto o ser humano não racionalizar seu instinto. No entanto, agora o brasileiro decidirá quem governará o país a partir de 2015. A realidade tem que ser vista sem lentes que superdimensionem o objetivo em foco. E só dá pragmatismo.


Começando pelo governo FHC, e principalmente nas eras Lula e Dilma, a governabilidade do país tem sido o maior álibi para as coligações e coalizões mais extravagantes. Na atualidade, em algumas regiões, se vê PC do B e DEM juntos, sem tanto pragmatismo os ungindo. Não se pode negar que ainda há e toda vida existirá pragmatismo sólido; todavia, é certíssimo também que os pioneiros pavimentaram a estrada para que os arranjos políticos não causem o forte impacto de antes. O pragmatismo contemporâneo pode ser visto, se comparado com o primordial, como um pragmatismo “debilitado” ou “acovardado”; porém, se encarado sob o prisma dos avanços conceituais e programáticos da política, necessita ser tratado como o NOVO PRAGMATISMO; quer dizer, a realidade invadindo e conduzindo as mentes rumo às proposições e iniciativas plausíveis e distantes das idealizações exageradamente fantasiosas.

De qualquer forma, o pragmatismo mais pesado e, consequentemente, mais difícil e sofrido é o da esquerda, que se vê obrigada a negociar com seus algozes. O da direita é ameno, até falso, visto que ela está tendo a sobrevida que seria impossível se ainda houvesse aquela ruptura traumática das revoluções armadas. O pragmatismo do centro, no Brasil melhor incorporado pelos tucanos, é igualmente leve, contudo não é sensato impingir-lhe o cinismo da direita, pois o PSDB já nasceu sob o égide da moderação.

Tudo isso colocado, evidente ficou que ser pragmático, em qualquer situação da vida, é um estado natural da condição humana e que, sendo assim, nenhum indivíduo ou grupo possui credencial para ser o detentor exclusivo da objetividade, da adequação, da conciliação, da flexibilização, da maleabilidade, enfim, da capacidade de negociar com equilíbrio, dando o tiro certo, na hora certa e no alvo correto. O debate político, ou de qualquer outra ordem, precisa ser o mais amplo possível e não apenas restrito a uma ou outra ideologia.

É necessário esclarecer que todas as correntes do pensamento político, filosófico, religioso ou de qualquer outra espécie podem considerar o Pragmatismo Político a sua casa, já que, todos sendo compatriotas, precisam discutir o Brasil de maneira democrática e sem subterfúgios. Em algum momento da existência, qualquer pessoa terá que ser, em certo nível, pragmático; então, também na política, é valioso que se saiba a razão de se estar sendo.

Só não é pragmático o indivíduo ou o grupo que encontra no pseudo purismo a imunidade aos desgastes das negociações. O pragmatista convicto vive engolindo sapos, mas, se degluti-los corretamente, estará nutrido para lutar por uma sociedade mais justa. Sejam sempre bem-vindos ao Pragmatismo Político.


Pragmatismo Político  27 de setembro de 2014  10:45
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 29.09.2014  15h45m
LEVY FIDELIX: HOMOFOBIA BANCADA COM DINHEIRO PÚBLICO
Seu partido não representa ninguém, mas já recebeu mais de 6,1 milhões de reais do fundo partidário

por Piero Locatelli



Até esta segunda-feira 29, Levy Fidelix (PRTB) era uma piada inofensiva. Era só o baixinho bigodudo que repetia uma única proposta: a do aerotrem, um monotrilho que percorreria a capital paulista, o estado e até o Brasil. A insistente presença de Levy em todos os debates deste ano entre os candidatos à presidência da República se deve à eleição de um único deputado federal pelo partido em 2010 (o carioca Áureo, hoje no Solidariedade). Com esta vitória, as emissoras foram obrigadas a chamá-lo para todos estes encontros.

Após a derrota em dez eleições, a piada finalmente perdeu a graça durante o debate entre os candidatos à presidência da República organizado pela Rede Record. Ao responder uma pergunta sobre a união de casais do mesmo sexo, feito por Luciana Genro (PSOL), Levy Fidelix fez uma série de afirmações homofóbicas.
Em duas falas, o candidato disse que "aparelho excretor não reproduz", falou da necessidade de “enfrentar” essa minoria, questionou que “dois iguais não se reproduzem” e propagou a diminuição do tamanho da população com o “estímulo” a homossexualidade. O candidato ainda chegou a ligar a homossexualidade à pedofilia, quando disse concordar com a atitude do Papa Francisco de expurgar padres pedófilos da Igreja.Desta forma, a antiga piada inofensiva finalmente perdia a graça.

Levy não representa ninguém, o que é claro na sua incapacidade de conseguir qualquer votação expressiva após dez eleições a cargos como prefeito, governador e presidente. Apesar da falta de respaldo, o candidato é beneficiado pelo dinheiro do fundo partidário. Desde 1996, foram 6,1 milhões de reais entregues ao PRTB de Levy. Além disso, a sigla também é ajudada com espaço gratuito na televisão, comprado pelo governo, e com o rateio de multas da Justiça Eleitoral.

O candidato também sofre diversas suspeitas. Aliados de Levy já afirmaram que ele cobraria 400 mil reais de quem quer se desfiliar do partido e de manipular as eleições do partido, em que sempre foi o presidente. Ele também foi acusado de envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, que citava seu nome em escutas feitas pela Polícia Federal. Segundo as investigações, o PRTB era um dos alvos de Cachoeira, que buscava "comprar" um partido. Levy nega todas as acusações e se mostrou indignado ao ser questionado sobre essas denúncias no debate organizado pelo SBT e pela Folha de S.Paulo.

Iniciativas que acabariam com o repasse de dinheiro ao PRTB chegaram a ser aprovadas, mas acabaram rejeitadas – como a cláusula de barreira que acabaria com o repasse do fundo partidário aos chamados nanicos, barrada pelo Supremo Tribunal Federal.
Por fim, a postura de Levy nesta segunda-feira escancara duas coisas. Uma delas é a existência de diversos partidos, 32 atualmente, que pouco ou ninguém representam. A outra é a necessidade de criminalizar posturas homofóbicas como esta.
Carta Capital  29 de setembro de 2014  09:29
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 29.09.2014  14h15m
O DESABAFO HOMOFÓBICO DE LEVY FIDELIX E A REAÇÃO DE EDUARDO JORGE

As reações ao desabafo homofóbico enlouquecido de Levy Fidelix no debate da Record atingiram dois extremos. De um lado, os elogios de Silas Malafaia ao candidato; de outro, o repúdio de Eduardo Jorge





“Dois iguais não fazem filhos.  Me desculpe, mas o aparelho excretor não reproduz. Tem candidato que não assume isso com medo de perder voto. Prefiro não ter esses votos, mas ser um pai, avô que instrua seu neto. Não vou estimular a união homoafetiva.”
A declaração, dita neste domingo por Levy Fidelix (PRTB) durante debate da TV Record com candidatos à presidência, alcançou o topo dos assuntos mais
comentados pelos brasileiros no Twitter. Em duas horas, a hashtag #LevyVocêÉNojento foi compartilhada mais de 7 mil vezes.

O comentário foi em resposta à candidata Luciana Genro (PSOL), que questionou o criador do aerotrem sobre famílias formadas por gays, lésbicas, bissexuais ou transexuais. (vídeo abaixo) Visivelmente chocada com a declaração, a socialista afirmou defender “todas as famílias, não importa se são dois homens e duas mulheres”.
Fedelix ainda tinha direto a tréplica: “O Brasil tem 200 milhões de habitantes. Já pensou se a moda pega? Daqui a pouco reduz para 100 milhões. Vai para a avenida Paulista e anda um pouquinho. É feio o negócio. Pessoas que têm esses problemas precisam ser atendidos por ajuda psicológica. E bem longe da gente, porque aqui não dá.”

 

Silas Malafaia

O principal endosso veio do pastor Silas Malafaia, que fez elogios à fala de Fidelix e ironizou: “Estão reclamando? Verdade absoluta”. A opinião do líder evangélico foi compartilhada mais de 230 vezes.
O pastor também afirmou que iria “dormir rindo” do comentário do candidato e desejou “vida longa aos inimigos para assistirem minhas vitórias”.
As demonstrações de desaprovação, entretanto, foram maioria nas redes sociais.

 

Laerte

A cartunista Laerte, defensora das pautas de travestis e transexuais, chegou a desenhar uma charge, na qual a cabeça do candidato do PRTB é substituída por um vaso sanitário.

 

Eduardo Jorge

Já Eduardo Jorge, que não comentou o posicionamento do adversário durante o debate, preferiu fazê-lo pelo Twitter: “Ainda chocado com as declarações do Levy. Hoje vocês viram o quanto é necessária uma legislação que criminalize a homo/lesbo/transfobia, equiparando-as aos crimes de racismo, né?”. A mensagem foi compartilhada 3.600 vezes.


Vídeo:



Pragmatismo Político  29 de setembro de 2014  11:35
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 29.09.2014  13h41m
DILMA NA OFENSIVA, MARINA CANSADA E AÉCIO COM GÁS

Este é o retrato da reta final na última semana antes da eleição, segundo Tereza Cruvinel, em nova coluna no 247; debate da Record, em sua opinião, favoreceu a presidente Dilma; se ele provocar alguma alteração de posições, avalia a jornalista, será em favor do tucano Aécio Neves, "revigorado pelo crescimento recente" nas pesquisas de intenção de voto; "performance dele melhorou e a de Marina piorou, situação que poderá impulsionar a inversão de posições caso se repita no debate da TV Globo, no dia 2 de outubro", dia que se encerra também o horário eleitoral gratuito e não dará chance para que o candidato se comunique massivamente com o eleitorado pelos meios eletrônicos; leia a íntegra





Foi dada a largada à reta finalíssima antes das eleições presidenciais. E o retrato dos três principais candidatos é o seguinte: a presidente Dilma Rousseff (PT) se firma na ofensiva, tanto nos discursos quanto na propaganda eleitoral; Marina Silva (PSB) está cansada de tantos ataques, vindos dos dois lados; e Aécio Neves, do PSDB, revela o "gás" adquirido depois do crescimento nas últimas pesquisas. Essa é a avaliação de Tereza Cruvinel, que escreve nova coluna em seu blog no 247.
O debate promovido pela TV Record na noite deste domingo, na opinião da jornalista, "certamente favoreceu Dilma, tanto no confronto com Marina, que não conseguiu dissimular a perda de energia e o cansaço com a refrega, como no embate com um Aécio revigorado pelo crescimento recente". Ela acredita que "dificilmente haverá tempo para uma franca recuperação de Marina ou para uma vitória da petista no primeiro turno".
"Se o debate provocar alguma alteração de posições, será em favor de Aécio, que joga tudo para vencer a distância de nove pontos percentuais que o separam da ex-senadora, segundo a última pesquisa Datafolha, para tomar-lhe a vaga no segundo turno", escreve Tereza. "A performance dele melhorou e a de Marina piorou, situação que poderá impulsionar a inversão de posições caso se repita no debate da TV Globo, no dia 2 de outubro, quinta-feira", acrescenta.


BRASIL 247  29 de setembro de 2014  10:43
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 29.09.2014  13h15m