ASSIM NASCEU O SINPROCAPE

ASSIM NASCEU O SINPROCAPE - Em 06 de Março de 1987 foi fundada na cidade de Caruaru-PE, através do Propagandista Vendedor Sr. Pedro Tiago de Moura, a Associação dos Vendedores e Viajantes Propagandistas de Caruaru, neste mesmo ano, foi realizada uma consulta na Delegacia do Trabalho, tendo a frente o delegado Sr. Gentil Miranda, de como proceder para transformar a mesma em Sindicato, após várias consultas e procedimentos, no dia 02 de Abril de 1989 foi fundado o SINPROCAPE que nos dias atuais dispõem de sede própria na Rua Benjamin Larena, 169 – Bairro Divinópolis-Caruaru, Pernambuco, e assim continuamos trabalhando em prol de nossa categoria como nosso lema propõe : “UNIÃO E COMPROMISSO” .

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

QUEM SÃO OS PERSONAGENS DO TUMULTO QUE SUSPENDEU SESSÃO DO CONGRESSO
Deputados, ex-servidores, profissionais liberais e até uma procuradora integram grupo que insultou parlamentares e tumultuou sessão. Governistas acusam DEM e PSDB de articular entrada de manifestantes

por Hylda Cavalcanti


Concentração de pessoas para protestar ou pedir pela aprovação de projetos de lei é um gesto saudável para a democracia. Mas a forma como o Congresso Nacional ficou fragilizado durante a sessão de ontem (2) diante de embate iniciado por duas dezenas de pessoas chamou a atenção de políticos, integrantes do Executivo e líderes partidários. Passadas algumas horas, alguns dos principais personagens da confusão que levou cidadãos a receberem choques, apanharem da polícia e parlamentares a serem ofendidos, insultarem-se uns aos outros e a se atracarem com servidores do Legislativo foram identificados.
Além de professores, procuradores e economistas ligados ao DEM e ao PSDB, a manifestação, segundo parlamentares da base aliada, foi articulada pelo deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), com o apoio dos também deputados Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Ônix Lorenzoni (DEM-RS). A reportagem tentou, sem sucesso, ouvir os parlamentares. Eles teriam feito convites em redes sociais, reforçaram contatos entre correligionários em seus estados e hoje contaram com o suporte de convidados como o cantor Lobão e a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu. Ela, que está em Brasília desde ontem, faz atualmente oposição ao governo e foi pré-candidata à presidência da República pelo PEN na última eleição, legenda que acabou compondo a coligação do candidato derrotado Aécio Neves (PSDB).
Do grupo que chamou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-PA) de “vagabunda” no episódio que levou à suspensão da sessão parlamentar marcada para apreciar o projeto referente à mudança no superávit, dentro da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), várias pessoas foram identificadas. Segundo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foram contabilizadas 26 pessoas nas galerias no momento do tumulto. De acordo com parlamentares da oposição, o número chegou a perto de 50.
Destacaram-se, dentre eles, o professor de história Alexandre Seltz, de Goiás, o economista Adolfo Sachs e a procuradora do Distrito Federal Beatriz Kicis Torrents de Sord, que foram reconhecidos hoje por colegas e servidores da Câmara dos Deputados e do Senado. Seltz contou que foi à capital do país, juntamente com amigos, levado por Ronaldo Caiado (DEM-GO). Já Sachs mora em Brasília, é um dos integrantes do Instituto Liberal e foi candidato a uma vaga de deputado no Distrito Federal pelo DEM.
A procuradora Beatriz Sord postou várias fotos em sua página de uma rede social ao lado de líderes do PSDB, como o senador Aécio Neves, que pediu o encerramento da sessão. Nesta tarde, ela fez uma referência ao episódio no Facebook e logo depois tirou do ar.

Contradição

Esses e os demais participantes da manifestação nas galerias do plenário Ulysses Guimarães tiveram a entrada no Congresso organizada por Izalci Lucas (PSDB-DF) que recebeu, dos demais parlamentares da oposição, a tarefa de articular o encontro de todos na Câmara. Os manifestantes levados por Lucas foram citados por colegas do Distrito Federal como pessoas conhecidas em eventos diversos. O deputado tucano negou que tivesse sido o coordenador do grupo. Disse apenas que convidou todos por meio da internet, mas nada tinha a ver com a locomoção deles até o Congresso.
“Todos nós sabemos que o pessoal que veio até aqui é conhecido do Izalci, foi trazido por ele”, acusou o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), líder do governo no Senado, pouco tempo após a confusão. Oliveira insinuou, ainda, que as pessoas teriam sido pagas para participar de um movimento armado previamente. “Isso não tem fundamento”, rebateu o deputado do DF.
Nesta terça-feira foi a vez de chegar ao Congresso o cantor Lobão, que ganhou espaço nos meios de comunicação por ter assumido discurso de direita e é constantemente entrevistado em eventos e passeatas que pedem o impeachment da presidenta Dilma Rousseff – e que recuou da promessa de que deixaria o Brasil caso a presidenta fosse reeleita. Ele só se dirigiu à sessão depois de furar o bloqueio da segurança com a ajuda de deputados. Levado pela oposição para a chapelaria do Senado, disse que considerava “imoral” ver “uma coisa decidida sem a presença do povo na casa do povo”. E pediu: “Quero falar com o líder", referindo-se ao presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que pouco se importou.
A chegada do cantor teve tom de comédia quando a presença dele foi anunciada por Mendonça Filho e recebeu um inicio de vaia. “Se fosse o Chico Buarque, garanto que todos estariam cantando”, afirmou Mendonça Filho, fazendo as pessoas trocarem vaias por risadas.

‘Seguidores’

A advogada Denise Abreu, por sua vez, que circulou durante um bom tempo pelo Congresso, contou que presenciou as manifestações ao lado do plenário e não na galeria e que os parlamentares da base aliada estão enganados ao acharem que o episódio não foi espontâneo. “Tive três milhões de intenções de voto quando me lancei pré-candidata à presidência da República e estou em várias redes sociais. Meus seguidores viram que estou aqui participando desse protesto para que a mudança na LDO não seja votada. Quando eu gravo um vídeo, não significa que estou me organizando”, acentuou ela. Denise Abreu ressaltou que veio a Brasília para “acompanhar e assessorar todos os deputados que fazem oposição ao governo na votação”.
A advogada foi diretora da Anac no governo do ex-presidente Lula e ficou conhecida porque ocupava o cargo durante o acidente com o avião da TAM que matou 199 pessoas em julho de 2007, no aeroporto de Congonhas – que deu início ao período conhecido no país como caos aéreo. O Ministério Público Federal (MPF) apresentou parecer pedindo pena para ela de 24 anos de prisão, juntamente com o diretor de segurança do referido voo, Marco Aurélio de Miranda, em razão do cargo que ocupava na Anac, no período.
Além de ter trabalhado durante 17 anos na Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, Denise Abreu também atuou, em 2003, na Casa Civil da Presidência da República, quando o ministro era José Dirceu. Depois de sair da Anac e de ser responsabilizada pelo MPF sobre o acidente, a advogada passou a criticar publicamente o ex-presidente Lula, a presidenta Dilma e todo o PT.

Condições para votar

Para o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), é natural existirem opiniões diferentes e debates no parlamento. “O problema é dar aos deputados e senadores condições para que votem, e isso não foi o que aconteceu ontem. O que vimos foram xingamentos e atitudes de desrespeito”, acentuou. O líder do DEM, Mendonça Filho, salientou que a assessoria jurídica da legenda está elaborando um mandado de segurança para ser protocolado junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a autorização para que as pessoas concentradas em frente ao Congresso possam passar para as galerias.
A sessão, iniciada no período da manhã, ainda está sendo realizada sem que tenha sido votado ainda o projeto que altera a meta de superávit dentro da LDO – e promete entrar noite adentro. Mas ao contrário da véspera, está sendo realizada com as galerias vazias, mediante solicitação da mesa diretora do Congresso, que proibiu a entrada dos manifestantes.
O texto que causou toda a polêmica é o que flexibiliza as metas de superávit e que permitirá ao governo menos cortes no Orçamento para alcançar equilíbrio fiscal e honrar compromissos. O tema foi objeto de reunião no Palácio do Planalto, na última segunda-feira, entre a presidenta Dilma, ministros e parlamentares da base aliada, que chegaram a discutir a importância da sua aprovação e estratégias para a votação.
O Executivo espera conseguir alterar a LDO, por meio da matéria, com certa celeridade para garantir a mudança no Orçamento Geral da União para 2015. Caso não seja aprovado tal texto, o governo ficará impedido de realizar investimentos em obras diversas, sobretudo as do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). Integrantes da equipe econômica e ministros têm argumentado que a medida é importante para o equilíbrio fiscal do país.


REDE BRASIL ATUAL   03 de dezembro de 2014   20:36
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE  04.12.2014  14h12m 
A ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA QUE APOIOU AÉCIO

Quando os nomes ligados a Aécio nas eleições de 2014 e que constam da delação premiada forem qualificados como parte do esquema, Aécio terá uma organização criminosa para chamar de sua



O Senador Aécio Neves terá que engolir sua afirmação de que foi derrotado por uma organização criminosa. 
Grande parte dos políticos corruptos que receberam propina do esquema que saqueou a Petrobrás, citados por um dos delatores, apoiou sua campanha, desde o primeiro turno.

Ainda conforme os próprios delatores, o envolvimento de cada um deles com essa organização criminosa data do governo do presidente Fernando Henrique. 

Já basta desse lenga-lenga de Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Roberto Duque. 

Os brasileiros querem saber os nomes dos políticos que receberam dinheiro de propina do esquema que assaltou a Petrobrás. 

O que se espera agora é que as informações já vazadas sejam confirmadas no inquérito da Polícia Federal, se os delegados fizerem o trabalho de delegados e não de cabos eleitorais de distintivo.

O que se quer é que todos sejam imediatamente julgados pelo STF ou fujam logo de seus mandatos para serem processados em primeira instância, como fizeram os acusados Eduardo Azeredo e Clésio Andrade, mensaleiros amigos de Aécio Neves.

Quando os nomes ligados a Aécio nas eleições de 2014 e que constam da delação premiada forem qualificados como parte do esquema, Aécio terá uma organização criminosa para chamar de sua.

No PP, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), ao que consta, um dos citados na delação, organizou o apoio de todo o Diretório do Partido Progressista do Rio de Janeiro ao presidenciável tucano.

Outro citado, João Pizzolatti, presidente do PP de Santa Catarina, articulou o apoio desse diretório a Aécio e ao chapão em aliança com o PSDB no estado, incluindo o apoio à candidatura do tucano Paulo Bauer, a governador, e de Paulo Bornhausen ao Senado, pelo PSB - também apoiador de Aécio.

Mesmo no PMDB, muitos dos nomes citados estiveram oficialmente associados à oposição, como o atual presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o senador Romero Jucá, de Roraima, e o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A recomendação ética de Aécio aos membros prediletos dessa que acusa de ser uma organização criminosa foi: "suguem mais um pouquinho e depois venham para o nosso lado".

A consequência da baixaria do senador e presidente do PSDB é que ele próprio, ao nivelar por baixo o debate político, ao invés de agir como líder da oposição, incorporou o discurso e vestiu a camisa de chefe de um bando desqualificado de extrema direita que pretende levar a disputa política para as vias de fato.

A partir de agora, Aécio torna-se responsável direto por qualquer ato que fuja do controle do processo democrático e revele a face não apenas golpista e autoritária, mas violenta desse bando.

O que se viu nas galerias do Congresso (terça, dia 2) é apenas o começo de algo que, na República, sempre teve um fim triste e personagens obtusos. 

Aécio acaba de entrar para a essa galeria de personagens obtusos.
(originalmente publicado na Carta Maior)



BRASIL 247   04 de dezembro de 2014   06:40
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE  04.12.2014  13h59m 
JN RECONHECE ERRO EM DENÚNCIA CONTRA DILMA

Na edição de ontem, o Jornal Nacional, apresentado por William Bonner e Renata Vasconcelos, publicou reportagem sobre o depoimento de Paulo Roberto Costa, em que ele esclarece que Lula e Dilma jamais foram alertados sobre problemas na Petrobras; mito da tese "eles sabiam de tudo" alimentou tentativa de golpe durante as eleições



A edição de ontem do Jornal Nacional reconheceu um erro cometido contra a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. Na reportagem, conduzida pela repórter Cristina Serra, foi citado o trecho em que Paulo Roberto Costa afirma que jamais alertou Lula ou Dilma sobre desvios na Petrobras. Eis a transcrição:

REPÓRTER CRISTINA SERRA: Ontem, em depoimento à CPMI, o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou que enviou um e-mail em setembro de 2009 à então ministra da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Dilma Rousseff, comentando a recomendação feita pelo Tribunal de Contas da União de imediata paralisação de três obras da estatal, entre elas a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Mas questionado pelo deputado Izalci (PSDB-DF), Paulo Roberto Costa disse que nunca alertou Dilma ou o ex-presidente Lula sobre desvios na Petrobras.  

EX-DIRETOR DA PETROBRAS/PAULO ROBERTO COSTA: Não, nunca tivemos uma reunião em particular nem com a ministra Dilma nem com o presidente Lula sobre esse tema;, particularmente, nunca foi discutido não. Por mim, não. 

DEPUTADO IZALCI (PSDB-DF): Por que por mim não? O senhor tem conhecimento de que outros trataram disso?  

EX-DIRETOR DA PETROBRAS/PAULO ROBERTO COSTA: Eu não sei, eu não posso lhe garantir isso. agora eu, pessoalmente, nunca cheguei a conversar sobre esse tema de forma clara, transparente, nem com o presidente Lula nem com a ministra Dilma. 

Ontem, reportagem do 247 apontou que esta informação foi escondida na cobertura dos jornais sobre o tema (leia aqui). Durante as eleições, a tese do "eles sabiam de tudo" foi usada numa tentativa de golpe, liderada pela revista Veja, para fraudar a vontade popular e manipular o processo eleitoral.



BRASIL 247   04 de dezembro de 2014   07:23
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE  04.12.2014  13h35m 
JÔ SOARES: “IMPEACHMENT DA PRESIDENTE É GOLPE”

Em novo discurso progressista, apresentador da Globo defende a aprovação do projeto de lei que altera a meta do superávit primário; "Torcer para que essa lei não seja aprovada é torcer contra o Brasil. Não ter as contas aprovadas não é muito pior?", questiona; sobre a possibilidade de impeachment contra Dilma por crime de responsabilidade fiscal, ele afirma: "Um impeachment, hoje, da nossa presidente, que acabou de ser reeleita, é golpe. Pra mim é golpe"


Na contramão dos porta-vozes da Globo, como o colunista Merval Pereira, do jornal O Globo, ou o jornalista William Waack, o apresentador Jô Soares fez ontem mais um discurso progressista, assustando novamente as "meninas" que participam do seu programa com comentários sobre temas políticos (assista aqui).

O projeto de lei que altera a meta do superávit primário, cuja tentativa de aprovação causou confusão ontem e hoje no Congresso, foi defendido ferrenhamente por ele. "Torcer para que essa lei não seja aprovada é torcer contra o Brasil", disse. "Não fechar as contas não é muito pior?", questionou. "E a oposição tá batalhando por isso", acrescentou.
Diante do argumento das jornalistas de que os números brasileiros passariam a perder credibilidade internacionalmente, o apresentador explicou: "Não estou falando que está certo, estou falando que pragmaticamente, de repente a Dilma ser atingida por uma lei dessas eu acho que é uma catástrofe para o Brasil depois de Petrobras, de tudo isso. Dizer 'ó, a presidente não fechou a conta, então ó... impeachment'".
No bloco seguinte, o tema do impeachment continuou. A jornalista Ana Maria Tahan, uma das "meninas", comparou o momento com o do ex-presidente Fernando Collor, que sofreu impeachment e o Brasil "sobreviveu". Segundo ela, os brasileiros sobrevivem a tudo, pois têm sempre o otimismo de que as coisas vão melhorar.
Jô discordou. "O Brasil vivia um outro momento [na época de Collor], era uma coisa inteiramente nova no Brasil acontecer isso, os caras pintadas na rua... isso sim teve uma repercussão positiva no mundo inteiro. Mas um impeachment, hoje, da nossa presidente, que acabou de ser reeleita, é golpe. Pra mim é golpe", afirmou.
Lílian Witte Fibe lembrou que essa não é a vontade do eleitor brasileiro, que reelegeu Dilma. "A vontade do eleitor é imperadora", ressaltou. Ana Maria Tahan rebateu, afirmando que nem todos os eleitores sabiam que as contas públicas estavam desorganizadas. "O eleitor do fundo do Amazonas, do Pará, do Nordeste... não sabia não. Sabíamos nós", disse.

BRASIL 247   03 de dezembro de 2014   17:07
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE  04.12.2014  12h26m 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

RADICALISMO ISOLA AÉCIO NAS RUAS E NO PSDB

Discurso que pregou impeachment da presidente Dilma Rousseff e fala em "organização criminosa" para se referir ao PT não encontra seguidores em volume suficiente para fazer diferença; ao optar pela radicalização verbal, senador Aécio Neves passa a impressão de ainda estar em campanha eleitoral; líderes do PSDB como o senador José Serra e os governadores Geraldo Alckimin e Marconi Perillo não o acompanham; presença por 12 anos no poder em Minas Gerais deixa flanco aberto para denúncias que esvaziam discurso da moralidade; fracasso de manifestação contra Dilma no sábado 29, em São Paulo, se mostrou fim temporão da eleição de outubro, mas Aécio não dá mostras de que corrigirá seu rumo

por Marco Damiani  


Debaixo do vão livre do Masp, no sábado 29, os cerca de 200 manifestantes que pediam o impeachment da presidente Dilma Rousseff junto à  meia dúzia de  remanescentes que defenderam, em sábados anteriores, a volta dos militares ao poder, não reuniram volume suficiente para sair em passeata. Ficaram confinados ali mesmo, numa reunião bem menor do que as últimas. Esvaziado, mostrou ser o ato em que, finalmente, a campanha eleitoral terminou.
Não é esta mensagem, porém, que o candidato mais bem sucedido da oposição está procurando passar para o seu público. Ao frisar, na semana passada, que o impeachment é "uma das sanções" previstas para defeitos em prestações de contas de campanha e, neste final de semana, chamar o PT de "organização criminosa", Aécio Neves mostrou, para muitos, que ainda não está disposto a descer tão cedo do palanque.
O problema para ele é que sua linha de ataque vai perdendo força à medida em que surgem fatos objetivos em direção oposta.
Na economia, o senador mineiro não assimilou a escolha do considerado ortodoxo Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda. Com o anúncio da presença de Levy no governo, os mercados reagiram positivamente. A Bolsa de Valores evoluiu, o dólar andou na normalidade e as agências de classificação de risco reagiram favoravelmente. Um cenário de fuga de investimentos está se dissipando para dar lugar ao do ajuste que o próprio Aécio queria em campanha.
Ele considera a adoção de diretrizes com base no tripé macroeconômica como uma espécie de apropriação indébita por Dilma. Em lugar de avistar uma ponte de diálogo no fato de Levy ter trocado ideias com Armínio Fraga durante a campanha, Aécio viu na situação passada e no desfecho um ato de espionagem. "É como se um diretor da CIA se tornasse um chefe da KGB", comparou. Daí a chamar o PT de "organização criminosa" foi um passo.
Na Justiça, ministros do Tribunal Superior Eleitoral emitiram sinais de que as contas da presidente serão aprovadas, ainda que com ressalvas, a não ser em caso "de uma fratura exposta". Com a participação de técnicos do BC e da Receita Federal, a análise que está sendo feita pelo ministro Gilmar Mendes, no STF, tende a ter mais força técnica do que política. Desse modo, barrar a prestação de contas do PT para a campanha presidencial não deverá ser tão simples como dar uma canetada isolada. Mesmo que isso ocorra, recursos caberão ao mesmo Supremo. Sem pressão das ruas, como se viu no sábado 29, o caminho para o impeachment se mostra bem estreito para ser uma opção para quem quer que seja.
FHC TOMOU LINHA BURRA

A radicalização de Aécio poderia nem ser vista como um problema, mas solução, caso viesse acompanhada de apoio. Ao menos de uma cúpula, já que o da rua nunca existiu. Mas também não é isso o que ocorre à volta da belicosidade do presidente do PSDB. Sem uma massa que possa mobilizar, Aécio também começa a construir, mesmo ocupando a chefia do partido, um certo isolamento frente aos principais líderes da agremiação. Ele parece ter se deixado empolgar pelo discurso de quem não tem nada a perder do ex-presidente Fernando Henrique. FHC disse ter "vergonha" da corrupção na Petrobras, mas horas depois se revelou que foi na gestão dele no Palácio do Planalto que se terminou com a exigência de licitações e concorrências para a assinatura de contratos com a estatal. A linha de FHC se mostrou burra, à medida em que o flagrou na cena da origem da permissividade que gerou oportunidade para fraudes bilionárias.

Têm ficado muito mais observando do que atuando para o conflito o senador José Serra, sempre um nome forte entre os tucanos, e os governador Geraldo Alckmin e Marconi Perilllo. Perillo, em discurso no qual procurou ser gentil com Aécio, de quem é amigo, ensinou:
- Governo não faz oposição a governo, libertando a senha para que toda uma ala do PSDB no Congresso passasse a seguir mais pela linha moderada do que a do extremo
A entonação de FHC não levou, porém, Aécio à vitória este ano. O candidato que ainda reclama da qualidade do resultado não conseguiu vencer em Minas Gerais, nem no primeiro nem no segundo turno, depois de ter sido oito anos governador e feito o sucessor por mais quatro. Na campanha eleitoral, denúncias que poderiam ser consideradas leves foram transformadas pela própria campanha tucana em grandes crises, até agora mal resolvidas. É o caso do aeroporto do município de Cláudio, do qual o candidato do PSDB não soube se desvencilhar. Ele construiu uma pista de pouso na fazenda de um tio, mas passou a dar explicações tão confusas para o assunto que terminou perdendo eleitoralmente.
Nos bastidores da política nacional, velhas raposas tem dificuldade para assimilar a estratégia do ex-candidato.
- Ele está se comportando como a linha de frente da nova UDN, mas a origem política dele é PSD de seu avô Tancredo Neves, conta um líder político fluminense que trabalhou para Aécio em seu Estado.
- Essa postura extremamente moralista pode é  saudável, mas não sei se combina com ele tanto assim.

BRASIL 247   01 de dezembro de 2014   20:59
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE  02.12.2014  09h38m 
AMBIENTALISTA QUE NÃO ACEITA “PEIXE VIVO” ACABA COM MUITO PEIXE MORTO
por Fernando Brito


Decida você o que é mais feio.

A cachoeira de água preta do Rio Tietê na sexta-feira virou uma capa branca de peixes mortos na cidade de Salto, 100 km rio abaixo.

Lodo de esgoto acumulado no fundo do rio que tinha pouquíssima água e recebeu, de repente, a enxurrada de um temporal.

Uma vergonha para São Paulo, o estado mais rico do país, com uma companhia de saneamento que negocia suas ações até na Bolsa de Nova York.

Que tinha, até pouco antes da eleição, o Partido Verde, de Eduardo Jorge, comandando a Secretaria de Recursos Hídricos do Estado.

Toda a imprensa noticiou que o sistema do Alto Tietê, nas nascentes do Rio, foi “reforçado” para suprir as carências do Cantareira.

Só que ninguém noticiou o quanto este “reforço” representou de água a menos na vazão do rio, porque reteve-se mais água nas represas e liberou-se menos para a calha do Tietê.

Nem o quanto as retificações e aprofundamento da calha do Tietê, sempre apresentadas como solução para as enchentes, acelerou a velocidade das águas (de e 600 m /s para 1080 m /s)  e facilitou o arrancamento do lodo de fundo.

Com muitas e elogiáveis exceções, o Brasil anda cheio de ambientalistas “de gogó”, que não querem geração de energia, mas ligam o ar condicionado e o microondas todo dia.

Se não tivermos a coragem de prover o país de estruturas de geração de energia e abastecimento de água de grande capacidade, o que acontecerá são estas crises que levam a desastres humanos e ambientais.

O Brasil precisa de coragem na administração de seus recursos hídricos, em lugar de ficar patinando por anos em impasses burros.

Se JK, o do “peixe vivo”, não tivesse arrancado o Brasil do atraso energético, não teríamos desenvolvimento.

E é obvio que não se quer, nem se poderia querer, coisas feitas “no tranco” como na ditadura, porque não há uma ditadura.

Temos leis, instituições e mecanismos, além de um sistema de pressões e contra-pressões legítimas, próprio da democracia, para equilibrar a intervenção humana e a preservação do ambiente nas obras públicas, que são menos danosas que a histórica omissão dos governos liberais nessa área, que virou um dos “filés” da privatização nos lucros, embora dependam do dinheiro público no investimento.

Quem prega a inércia só constrói o desastre.



BRASIL 247   01 de dezembro de 2014   19:58
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE  02.12.2014  05h23m 

ARMANDO É O NOVO MINISTRO DO DESENVOLVIMENTO

Presidente Dilma confirma, em nota, mais um nome do novo ministério; senador Armando Monteiro Filho (PTB-PE) será o titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, substituindo Mauro Borges, que deixa a equipe do governo; "A presidenta Dilma agradece a dedicação e lealdade do ministro Mauro Borges, que permanecerá no ministério até que esteja concluída a transição e a formação da nova equipe", diz o comunicado do Palácio do Planalto; além de Armando ter ligação com o empresariado, nomeação visa reaproximar o PTB, que deixou a base governista nas últimas eleições; em seu discurso logo após o anúncio, o novo ministro defendeu que "competitividade é o desafio central" da pasta


A presidente Dilma Rousseff confirmou, nesta segunda-feira 1º, mais um ministro que atuará durante seu segundo governo. O nome do senador Armando Monteiro Filho (PTB-PE) foi oficializado como titular da pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O comunicado divulgado pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República afirma ainda que Dilma agradece "a dedicação e lealdade do ministro Mauro Borges, que permanecerá no ministério até que esteja concluída a transição e a formação doa nova equipe.
Além da sua ligação com o setor empresarial – ele já presidiu a Confederação Nacional da Indústria (CNI) –, a indicação de Armando também tem como meta uma reaproximação com o PTB, que deixou a base governista nas últimas eleições.
No discurso que fez logo após o anúncio, Armando defendeu que "competitividade é o desafio central" da pasta que passará a comandar, a fim de inserir o Brasil em uma "economia mundial cada vez mais integrada" (leia mais).

Leia abaixo a nota do Palácio do Planalto:
Dilma anuncia mais um nome do novo ministério

A presidenta Dilma Rousseff anuncia, nesta segunda-feira, 1º de dezembro, mais um nome do novo ministério.

O senador Armando Monteiro Filho (PTB-PE) será o titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O ministro Mauro Borges está deixando a pasta.

Armando Monteiro Filho é senador pelo PTB e ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A presidenta Dilma agradece a dedicação e lealdade do ministro Mauro Borges, que permanecerá no ministério até que esteja concluída a transição e a formação da nova equipe.

Secretaria de Imprensa
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República



BRASIL 247   01 de DEZembro de 2014   15:21
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE  02.12.2014  05h20m 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

MANIFESTAÇÕES GOLPISTAS TERMINAM COMO COMEÇARAM: TRISTES, VIOLENTAS E PATÉTICAS
por Miguel do Rosário


O que dizer de manifestações em que são entoados coros como “viva a PM!”

E isso num país que possivelmente registra o recorde mundial de homicídios cometidos por suas polícias militares.

Na última manifestação da direita golpista, realizado neste domingo, na Paulista, um outro grito ecoou: “somos coxinhas”.

A informação é de um repórter do Estadão, que contabilizou cerca de 500 pessoas na manifestação.

O mesmo repórter relatou ao menos dois casos de violência por parte dos manifestantes:



Já o Diário do Centro do Mundo, que mandou um repórter ao evento, informou que os manifestantes “cantaram o hino nacional (ali e depois mais um par de vezes), rezaram a ave-maria, pediram ‘fora PT’, ordenaram ‘Lula cachaceiro, devolve meu dinheiro’.”

Disse também que “a faixa que puxaria a procissão continha os temas ‘não ao Marco Civil’, ‘não às cotas raciais’, ‘não à reforma política’, ‘liberdade de imprensa’. As cartolinas escritas à mão pediam ‘fora Dilma’, ‘impeachment já’, ‘façam o diabo com Cuba, não com o Brasil’.

O que dizer sobre isso?

Apenas que as manifestações da direita golpista estão murchando da maneira como iniciaram: tristes, patéticas e violentas.

E tendo Lobão como líder cada vez mais inconteste…


TIJOLAÇO   30 de novembro de 2014   14:02
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE  01.12.2014  09h26m 
EXPECTATIVA DE VIDA DO BRASILEIRO VAI A 74,9 ANOS

A expectativa de vida do brasileiro subiu para 74,9 anos, segundo cálculo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2013, a expectativa era 74,6 anos; uma pessoa de 40 anos tem a expectativa de vida de 78,5 anos

Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil 




A expectativa de vida do brasileiro subiu para 74,9 anos, segundo cálculo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2013, a expectativa era 74,6 anos. A Tábua Completa da Mortalidade 2013 do IBGE foi publicada na edição de hoje (1º) do Diário Oficial da União.

A tabela mostra a expectativa de vida para todas as idades até os 80 anos. Uma criança de dez anos de idade, por exemplo, tem a expectativa de viver até os 76,3 anos. Um jovem de 18 anos deve viver, em média, até os 76,6 anos.

Uma pessoa de 40 anos tem a expectativa de vida de 78,5 anos. Aqueles que têm 80 anos ou mais têm expectativa média de viver mais 9,2 anos. 



BRASIL 247   01 de dezembro de 2014   08:17
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE  01.12.2014  08h04m 
600 PESSOAS NA PAULISTA: O “MOVIMENTO” PELO IMPEACHMENT ESTÁ MORTO, MAS FALTA AVISAR OS COVEIROS

por Kiko Nogueira


Durou pouco mais de um mês o “movimento” pedindo o impeachment com base em teorias estapafúrdias e alimentado por paranoicos.
A última marcha reuniu, segundo a PM, 600 gatos pingados na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, a coisa micou mais ainda. No resto do Brasil, não aconteceu nada.
Em São Paulo, o primeiro protesto já dava sinais claros de insuficiência cardíaca. O deputado eleito Eduardo Bolsonaro, filho de Jair, apareceu com uma pistola na cintura no alto de um carro de som. Formou uma parceria com o deputado não eleito Paulo Batista. Juntos foram ao velho Danilo Gentili vender seu peixe.
Batista teve seus 3 minutos de semicelebridade do B com vídeos da campanha eleitoral, como um em que sobrevoava uma cidade disparando um “raio privatizador” de seus olhos.
Uma semana depois da manifestação de 15 de novembro, ele já estava sendo acusado de ser — sim, você leu direito — comunista por um certo Marcello Reis, criador da conta Revoltados Online no Facebook.
Desta vez, manifestantes que pediam “intervenção militar” foram expulsos da marcha, com a ajuda da polícia militar. Lobão apontou o dedo e humilhou o pessoal, acusando aqueles homens e mulheres de bem de ser — isso mesmo — de “extrema direita”. O empresário Ricardo Roque, que levava um megafone, foi afastado pela polícia. Estava vendendo camisetas e bonés sob medida para corpinhos fascistas.
Como sempre, cenas patéticas. Um ambulante foi chamado de “vagabundo” e “drogado”. Duas pessoas foram presas.
O “movimento” deu seu estertor hoje, vítima de sua própria inconsistência, entre outras doenças. Bateu as botas um dia depois do ator mexicano Roberto Bolaños. Como diria o Chaves, teria sido melhor ir ver o filme do Pelé.

DCM   29 de novembro de 2014   
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE  01.12.2014  07h55m 
FAZENDA DEVE TAXAR IMPORTADOS E COSMÉTICOS

Uma das primeiras medidas da equipe de Joaquim Levy deve ser o aumento dos impostos incidentes sobre produtos importados, como automóveis de luxo; a mexida deve ocorrer nas alíquotas de PIS/Cofins; outro setor que será impactado é o de cosméticos; mudanças garantiriam mais R$ 5 bilhões o caixa



A equipe econômica, dos ministro Joaquim Levy e Nelson Barbosa, deve elevar impostos sobre produtos importados e cosméticos.

Reportagem do jornalista Valdo Cruz (leia aqui), publicada nesta segunda-feira, informa que a mudança pode gerar um ganho de R$ 5 bilhões em 2015.

A mexida sobre produtos como carros importados ocorreria nas alíquotas de PIS/Cofins.

Outra medida que está praticamente acertada é a volta da Cide, o imposto que incide sobre os combustíveis. No passado, o imposto chegou a ser de R$ 0,28 por litro.

Com o novo pacote fiscal, a intenção da equipe econômica é garantir o cumprimento da meta fiscal, de 1,5% do PIB em 2015.

Além dos aumentos de impostos, será anunciado também um duro pacote de cortes de gastos.


BRASIL 247   01 de dezembro de 2014   06:10
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE  01.12.2014  07h41m 
FILHA DE VÍTIMA CONFIRMA: ESQUEMA DE EMPREITEIRAS COMEÇOU NA DITADURA

por Miguel do Rosário



O texto abaixo, contando a história da filha de um diplomata, confirma o que Fabiano Santos dissera em entrevista para a TV Mega.

A cultura de corrupção no Brasil, em especial na relação do setor de construção civil com os governos, consolidou-se na ditadura.

E está sendo combatida pelo sistema democrático.

Antes, não havia denúncia.

Quem denunciava, morria.

Não havia transparência, investigação, nem liberdade de imprensa.

A mídia que existia – que é a mesma que hoje se arvora em paladina da democracia e da ética – era cúmplice da ditadura.

Esta é razão pela qual ainda há imbecis que pedem “intervenção militar”.

A corrupção da ditadura, por não ser veiculada na mídia, parecia não existir.

Mas foi ali que ela ganhou força.

Foi ali que as grandes empreiteiras, juntamente com as gigantes da mídia, consolidaram-se financeiramente.
*
A coragem de uma mulher

Por Ignácio de Loyola Brandão, no Estadão

A advogada Lygia Maria Jobim entregou esta semana à Procuradoria da República no Rio de Janeiro um pedido de abertura de inquérito civil para apurar as circunstâncias da morte de seu pai, o ex-embaixador José Jobim, durante a ditadura militar. Lygia Jobim foi de importância fundamental em minha vida. E para a literatura brasileira. Somente agora, ao ver sua idade, 64 anos, vejo como ela era jovem e corajosa, quando teve a audácia de enfrentar a censura e o sistema militar, 40 anos atrás.

(…) Lygia Jobim tinha então 24 anos, era tímida, bonita, suave e determinada.

(…) Em 1979 – mesmo ano em que Zero acabou liberado – numa tarde (agora vejo que foi em março), Lygia me ligou contando que seu pai, o embaixador, tinha sido encontrado enforcado na Barra da Tijuca, dois dias depois de ter sido sequestrado de sua casa no Cosme Velho. Jobim tinha revelado que pretendia revelar os esquemas de superfaturamento na construção de Itaipu, que acabou custando dez vezes mais. Com a sua coragem habitual, Lygia Jobim foi primeiro à Comissão da Verdade e agora buscou a Procuradoria. No entanto, ela esclarece: “Não quero indenização, não quero dinheiro. Desejo apenas o reconhecimento de responsabilidades. Itaipu matou meu pai e agentes do Estado destruíram as provas”.


TIJOLAÇO   30 de novembro de 2014   10:11
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE  01.12.2014  07h34m