QUASE
MIL EMENDAS PROPÕEM MUDANÇAS NA REFORMA TRABALHISTA
Boa
parte das 967 emendas apresentadas à medida provisória (MP 808/17) que
modifica a reforma trabalhista (Lei 13.467/17)
tem o chamado trabalho intermitente como alvo.
Deputados da oposição buscam
revogar a novidade ou garantir mais direitos ao trabalhador nestes casos.
O
trabalho intermitente é aquele que pode ser realizado durante alguns dias e até
horas dentro de um mês, sendo remunerado proporcionalmente.
A MP busca garantir o parcelamento das férias em três vezes, auxílio doença,
salário maternidade e parte das verbas rescisórias ao trabalhador de jornada
intermitente, embora proíba o acesso ao seguro-desemprego.
A
medida também determina que tanto o trabalho intermitente quanto a jornada
parcial terão contribuição previdenciária proporcional do empregador. Ou seja,
para garantir o benefício de um salário mínimo ou mais, o trabalhador terá que
cobrir a diferença.
O
deputado João Daniel (PT-SE) apresentou emenda para que o empregador garanta
uma remuneração mensal equivalente ao piso da categoria em questão ou o salário
mínimo, independentemente do contrato. Ele afirma, porém, que as forças
políticas são mais fortes para deixar tudo como está ou até flexibilizar mais a
legislação.
“Não
nos resta outra maneira que não seja contestar, fazer emendas e ir às ruas;
enfrentar dentro do Plenário e apoiar as ruas contra a implantação desta
reforma. Nós também temos muita fé e muita esperança que a Justiça trabalhista
não a reconheça”, disse o deputado.
Menos encargos
Empresário, o
deputado Alfredo Kaefer (PSL-PR) pretende adicionar pontos novos à reforma como
o que estabelece que não incidam encargos trabalhistas sobre os prêmios de
mérito e a participação nos lucros pagos ao trabalhador.
Ele ainda quer mudar entendimento da Justiça do Trabalho sobre quais cargos
seriam de confiança dentro de uma empresa. Isso porque quem tem cargo de
confiança não tem controle de horário, ou seja, não é necessariamente
beneficiado com pagamento de horas extras.
“Então
nossa emenda visa, por exemplo, afastar a insegurança jurídica dos cargos de
confiança. Há mais cargos de confiança além de diretores e presidentes. Você
pode indicar vários gerentes com cargos de confiança e a legislação deixou
obscura essa situação”, afirmou Kaefer.
A
MP 808 foi negociada com o Congresso para ser editada depois que a reforma
trabalhista entrasse em vigor, o que aconteceu no dia 11 de novembro. A ideia
era evitar que mudanças feitas no Senado levassem a uma nova votação na Câmara.
Foram alterados 17 pontos. Um deles é o que determina que as gestantes serão
afastadas de atividade insalubre e exercerão o trabalho em local seguro. O
trabalho em locais insalubres somente será permitido quando a gestante,
voluntariamente, apresentar atestado médico, autorizando a atividade.
A nova MP será analisada por comissão especial de deputados e senadores.
Saiba mais sobre a tramitação
de MPs
Íntegra da proposta:
Agência Câmara de
Notícias - 05/12/2017
Fonte: MUNDO SINDICAL
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE - 08.12.2017 - 10h29m
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